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29-06-2015 | 19h17min
Gente fina na cadeia é outra coisa


por: Dante Mendonça

Se prosseguir em sua fase de autocrítica, Lula também deve reconhecer que um dos maiores erros do PT foi deixar de investir pesado na infraestrutura. Principalmente na infraestrutura do sistema penitenciário.
Bem diferente do que se imagina, o mais sombrio dos símbolos da Revolução Francesa tinha tudo o que os bacanas da Petrobrás gostariam de usufruir agora na cadeia da Polícia Federal. A tão temida Bastilha era na verdade um castelo bem modesto, com 65 metros de extensão por 27 de largura, muito bem equipado para receber os donos do poder. 

Se forem condenados pelo juiz Sérgio Moro, nada poderia estar mais longe do que os piratas da Petrobrás vão encontrar nas prisões brasileiras. Conta o historiador Robert Massie: “A Bastilha foi a mais luxuosa prisão que já existiu. Ali, os encarcerados não enfrentavam desonras. Com raras exceções, seus ocupantes eram aristocratas ou cavalheiros recebidos ou tratados de acordo com suas posições. O rei poderia ordenar que nobres problemáticos fossem levados para lá até eles mudarem de opinião.

Pais podiam mandar seus filhos rebeldes à Bastilha por vários meses até eles se acalmarem. Os quartos eram mobiliados, aquecidos e iluminados de acordo com as condições e o gosto dos prisioneiros, que podiam ter um servo e receber visitantes para jantares. Havia competição pelos quartos mais agradáveis: aqueles no topo das torres eram os menos desejáveis, pois eram os mais frios no inverno e mais quentes no verão. Nada era exigido dos presos, que podiam tocar violão, ler poesia, exercitar-se no jardim e planejar o cardápio para seus convidados”.

O mais misterioso encarcerado da Bastilha foi o Homem da Máscara de Ferro, cuja identidade o escritor Alexandre Dumas revelou como irmão gêmeo de Luís XIV. Como a maioria das histórias sobre a Bastilha, grande parte dessa não passava de imaginação: a famosa máscara de ferro não era de ferro. Era de veludo negro, embora até mesmo o diretor da Bastilha não tivesse sido autorizado a erguê-la. O prisioneiro morreu, ainda desconhecido, em 1703.

Se arrependimento matasse, no Brasil nem mesmo a guilhotina seria necessária. Na medida em que as máscaras vão caindo e a Justiça se aproxima dos palácios - em Brasília ou no Paraná -, é o que se lamenta nos corredores do poder: “Por que diabos deixamos de botar dinheiro na cadeia?”.  

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Por Raimundo jorge. Foto: Divulgação

O mercado não tem dono, MATERIAL ou IMATERIAL, o povo consome o que lhe agrada e convém. Verdade que o JABÁ, desde os tempos de CHACRINHA é praxe, e hoje em dia virou fonte de LAVAGEM de todo tipo. LUIZ CALDAS, assim como vários que aqui não vou arrolar, foram vítimas do EGO e do NEPOTISMO artístico que encerrou a CARREIRA de muita gente, inclusive a dele. “Não cabe Gustavo Lima puxar um trio no Carnaval”, dispara Luiz Caldas. (Fonte: BOCÃO NEWS). No carnaval cabe tudo, se é festa popular, cabe tudo que o povo quiser. NÃO CABE É SE USAR DE INGRATIÃO COM QUEM TANTO FEZ PELA MÚSICA DO BRASIL E PELO MERCADO BAIANO. E não é só LUIZ CALDAS que sofre na pele isso. Nesse feudo de MOMO nunca fui o queridinho. A música baiana desde que LUIZ CALDAS a fez crescer e aparecer com sua música ingênua, que a máfia corre solta. Teve tempo que um SÓ COMPOSITOR ASSINAVA SETE MÚSICAS,QUE EMPRESÁRIO EDITAVA E ASSINAVA MÚSICAS DOS OUTROS. Roubavam dinheiro de determinados compositores e diziam que ficavam com uma parte do dinheiro, pois não saberiam o que fazer com tanto dinheiro, botavam parentes e amigos para virar compositor, dentre outras misérias. A PETROBRÁS é nossa, é do povo, deve patrocinar sim, a arte e a cultura da Bahia, apesar de que que colocar um TRIO ELÉTRICO na rua não tem nada haver com INDÚSTRIA CULTURAL, é INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO, neste caso, a empresa vende sua MARCA. Durante o Carnaval, Luiz Caldas se apresentará na sexta-feira e no sábado na Barra, domingo no Campo Grande, na segunda-feira retorna à Barra com o Furdunço e na terça-feira encerra sua apresentação na folia da Avenida.(Fonte: BOCÃO NEWS). GERÔNIMO,SARAJANE,ADEMAR & FURTACOR, MÁRCIA SHORT,MÁRCIA FREIRE,CARLA VISI,BOOK JONES,ZÉ PAULO, FOGO BAIANO,FRUTOS TROPICAIS, BANDA ROSA RAIZ,BANDA MEL,BANDA REFLEXU´S,RICARDO CHAVES,ROSA RAÍS,TERRA SAMBA, dentre outros vão tocar aonde ? LUIZ CALDAS merece tocar, e os outros? CADÊ A PETROBRÁS? CADÊ O GOVERNO DA BAHIA? CADÊ A PREFEITURA DO SALVADOR?

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Por Carlos Prates. Foto: Divulgação

Em quase todas as compras que realizamos, o fator emocional está presente. Além disso, existe a sensação enganosa de que adquirimos o produto e “não” o pagamos de imediato. São emoções em dobro: consumir e não pagar. É claro que estou falando das compras com cartão de crédito. A realidade aparece quando a fatura chega!

Sempre, no período das festas de fim de ano os meios de comunicação usam e abusam da persuasão para influenciar a todos nós, consumidores, para comprarmos compulsivamente. Além das “propagandas” inseridas em reportagens, há aquelas tradicionais, que mostram famílias felizes e unidas, ao redor da mesa farta.

 Não sou contra o espírito natalino. O que eu não concordo é associar o Natal a dar e receber presentes. Devemos, sim, compartilhar amor, carinho e solidariedade, não somente nessa data, como nos demais momentos cotidianos. Caso contrário, fica uma situação forçada e sem credibilidade.

Para que você possa avaliar melhor a sua situação financeira e equacionar os gastos, seguem algumas dicas. Fique atento e não se deixe levar somente pela emoção em suas compras. Use também a razão:

 √ Tenha no máximo um cartão de crédito e procure pagar a sua fatura integralmente. O saldo devedor do cartão é como uma bola de neve. Se deixar de pagar ou abater apenas o valor mínimo por mês, incidirão os juros e estes agirão como cupins, corroendo o seu dinheiro. Se não tomar cuidado, você acabará perdendo o controle financeiro;

 √ Evite tomar empréstimo para cobrir saldo devedor de cheque especial. Ao fazê-lo, solicite que o mesmo seja cancelado. Caso contrário, a tendência é você voltar a ficar devendo o cheque especial e o empréstimo que tomou;

 √  Não caia na tentação de emprestar o seu cartão de crédito para outras pessoas efetuarem compras.  Hoje está muito fácil obter um cartão de crédito e, quando alguém solicita que outro compre, pode ser um forte sinalizador de que está com problemas financeiros;

 √  Procure economizar 10% do seu salário mensal, para futuras despesas e situações inesperadas – doenças, aquisição de bens, pagamento de estudos, etc;

 √  Desenvolva ou aprimore o hábito de pechinchar e de negociar. Valorize cada centavo. Pesquise, pesquise e pesquise antes de comprar. Você já observou como as pessoas mais ricas gostam de pechinchar? Não tenha vergonha de fazer o mesmo;

 √  Se você está endividado, evite gastos com supérfluos e compre exclusivamente com dinheiro, evitando o uso do cartão de crédito. Normalmente, compramos mais do que desejamos, pois temos a falsa ilusão de que estamos adquirindo os produtos sem pagá-los. Quando chega a fatura mensal, o sonho vira pesadelo;

 √  Não comente a sua vida financeira com os outros. Ela deve ser reservada a você e às pessoas íntimas - marido, mulher, pais e filhos;

Se você é um consumidor compulsivo, procure ajuda psicológica e cancele todos os seus cartões de crédito e cheque especial. Compre somente à vista e com dinheiro. Pois é, meu amigo, organize a sua vida financeira o mais rapidamente possível. Em breve abordaremos outros temas importantes para a sua vida pessoal e profissional.

 Há um ditado popular que afirma: “Quem não controla os seus gastos, é controlado por eles.”  Administrar as finanças é uma atividade individual e também coletiva. Envolva os seus familiares nessa importante missão!

Há momentos em que você necessitará ser um Tio Patinhas, notadamente nos casos de endividamento no cartão de crédito e cheque especial, onde são cobradas as maiores taxas de juros. Fique atento! 

*professor e escritor, natural de Brumado (BA).

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Por Antônio Torres. Foto: Divulgação

Certo homem, depois de muitos anos de trabalho e meditação sobre a melhor maneira de atravessar o rio diante a sua casa, construiu uma pinguela sobre ele. Acontece que os habitantes da aldeia raramente ousavam atravessá-la, por causa da sua precariedade.

Um belo dia apareceu por ali um engenheiro, e junto com os habitantes, construiu uma ponte, o que deixou enfurecido o construtor da pinguela. A partir daí, ele começou a dizer, para quem quisesse ouvir, que o engenheiro tinha desrespeitado o seu trabalho.

- Mas a pinguela ainda esta lá! - respondiam os habitantes. É um monumento aos seus anos de esforços e meditação.

- Ninguém a usa - o homem, nervoso, insistia.

- O senhor é um cidadão respeitado e nós gostamos do senhor. Acontece que, se as pessoas acham a ponte mais bela e mais útil que a pinguela, o que podemos fazer?

- Ela está cruzando o meu rio!

- Mas senhor, apesar de todo o respeito que temos pelo seu trabalho, queríamos dizer que o rio não é seu. Ele pode ser atravessado a pé, de barco, a nado, de qualquer maneira que desejarmos; se as pessoas preferem cruzar a ponte, porque não respeitar o desejo delas? Finalmente, como podemos confiar em alguém que, ao invés de tentar melhorar a sua pinguela, passa o tempo todo criticando a ponte?

Existe gente que, ao invés de tentar melhorar aquilo que faz, procura sempre destruir o que os outros estão tentando fazer.

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19-08-2013 | 08h17min
CRÔNICA: APRENDIZ DE PISTOLIEIRO


Por Jorge Maia. Foto: Divulgação

Eu era menino, e não faz muito tempo, na primeira metade da década de sessenta e ajudava meu pai na empresa Bazar Maia, de propriedade  de um tio. Aquele comércio era situado na entrada da Avenida Lauro de Freitas, na sua parte superior, ali, onde os veículos que descem da Regis Pacheco entram na Lauro de Freitas, era uma esquina e foi desapropriado para alargar a entrada da avenida.

Naquele tempo não havia muita fiscalização quanto ao comércio de armas e munições e era fácil comprar uma arma, as quais ficavam expostas na vitrine do balcão, sem qualquer outra segurança. Uma simples autorização do delegado já era suficiente para adquiri um trinta e oito cano longo.

Muitas vezes manuseei, na minha inocência, algumas daquelas armas e não me furtava ao devaneio de usar uma delas na cintura, e sendo cavalheiro errante, fazer justiça pelo mundo afora. Que bom, jamais usá-las e deixar que a justiça, quando praticada, seja por meios institucionais e nunca por sonhadores zumbíticos, uma palavra nova, que cometem loucuras pensando que realizam a justiça.

Em 1963, meu pai herdou o nome bazar maia, e a empresa passou a funcionar  na Praça da bandeira, local em que funcionava a feira local. Entre barracas de roupas, verduras e carnes, a população circulava. Era muita gente, em especial no sábado, que era o dia de feira e o bazar maia se transformava no local em que pessoas amigas e clientes guardavam suas feiras, aguardando o final das suas compras para voltarem para casa.

Era dia de violas da dupla de cegos que ao lado cantavam as suas modinhas, dentre as quais um que não sai da memória: “ Oh ciganinhaaaaaaaaaa, vamos viver viajando…” , eu via ouvia tudo aquilo com a minha curiosidade de adolescente e confesso que me encantava com a simplicidade daquela gente e dos tipos curiosos que apareciam. Eram figuras Felinianas, e eu nem sabia que Fellini existia.

Com a fiscalização e as exigências  mais  contundentes em relação ao comércio de armas e munições, meu pai preferiu não vender armas, mas sempre vendeu  munições, de modo tão natural que ninguém questionava, e eu ali, vendendo balas da CBC, era essa a marca, as quais ficavam em copos de vidro, tipo americano, e havia uma preferência pela quantidade de balas, os clientes sempre pediam seis balas, desse ou daquele tipo.

Havia um cliente especial, todo sábado um cego,era assim que falávamos, comprava seis balas “vinte e dois”. Mas o sábado, tal qual os versos de Vinícius, tinha a sua véspera, a sexta – feira, quando aquele senhor,  “ puxado” por um garoto, que era o seu guia, conduzindo-o  por uma das extremidades de um cabo de vassoura, esmolava em todo o centro da cidade, inclusive na Praça da Bandeira, e ao passar pelo bazar maia, recebia a minha colaboração, infalivelmente, pois eu sabia que aquela ajuda voltaria sob a forma de compra de “balas vinte dois”.

Não posso esconder que sempre tive vontade de perguntar por que e para que ele comprar aquelas balas. Eu ficava interrogativo, não aceitava, na minha meninice, que aquele senhor, que era completamente cego, comprasse munição. Sempre pensei em perguntar, mas, confesso, tinha medo de magoá-lo, de ser indiscreto, afinal, o cliente não precisa dar satisfação sobre as suas compras.

Resolvi treinar um jeito de perguntar, fui treinando e a cada sábado eu o atendia, cumprimentava-o, perguntava como foi aquela semana, isso até o sábado em que respirando fundo, mas com voz tímida, ainda me lembro das palavras, finalmente  perguntei: o senhor sempre compras seis balas vinte e dois, todo sábado, mas o senhor não enxerga bem, o homem era completamente cego, para que o senhor quer essas balas? Não posso dizer que o homem olhou para mim, mas que voltou –se em minha direção e respondeu: é para esse menino, referindo ao seu guia, para ver se aprende alguma coisa, esse menino não sabe fazer nada.

Fique sem respirar por alguns segundos tentando compreender aquilo, nem sei se eu poderia compreender. Ainda os vi alguns sábados. A década de sessenta já chegava ao fim da sua primeira metade, a feira mudou de local, por conta da criação do “mercadão” depois da Praça da Bandeira, em frente ao que chamamos feira do Paraguai. A dupla de cegos violeiros mudou de lugar, a ditadura foi instalada. A vida mudou muito. Não tive mais noticias daquele senhor e nem do seu aprendiz de pistoleiro. Vit. 11.08.13

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04-08-2013 | 10h08min
CRÔNICA: UM AMANHACER NA BEÓCIA


Por Jorge Maia . Foto: Divulgação

O dia amanheceu mais cedo do que costumava ocorrrer. Naquela época do ano em que a primavera ainda não havia decidido em brotar, o sol, ás vezes, em rasgo de atrevimento, surgia um pouco mais quente e brilhava mais cedo. Fenômeno próprio da Beócia, pois, situada em região serrana, mas próxima dos trópicos, permitia-se a ter um clima que oscila entre uns quês de mistérios, o que faz a Beócia aproximar-se de uma existência próxima ao realismo mágico.

Um raio de sol cruzou o pequeno espaço aberto pelo vento na cortina e feriu-me a visão, acordando-me. Consultei o relógio e percebi que era muito cedo, quatro e meia da manhã. Levantei-me e fui dar uma caminhada pela avenida florida, mas buscando um atalho para caminhar pelo centro velho da cidade e sentir o doce encanto daquelas ruas.

Iniciei a caminhada, entrecortada por momentos de corridas. De repente, não mais que de repente, êpa! Não fui original, deparei, já no centro da cidade, com duas filas enormes; uma na porta do Fórum e outra mais abaixo. Confesso meu espanto. Era cinco da manhã e uma multidão ali na porta do Fórum. Um sentimento de curiosidade tomou conta dos meus pensamentos. Naquele momento, uma brisa suave fez tremular os meus poucos cabelos e fiquei meio que paralisado, por alguns momentos, quando uma pensei que a justiça ali é tão eficaz, tão produtiva e o povo tão cidadão, que às cinco da manhã, a cidadania já estava a se realizar.

Dirigi-me a um cidadão e perguntei a que hora começava o expediente forense, ele respondeu que não sabia, devia ser às oito horas. Perguntei qual o horário da sua audiência, ele disse: eu não tenho audiência, vim aqui para registrar o meu filho que nasceu há mais de um mês e ainda não consegui, pois só distribuem poucas senhas. Mas o senhor precisa chegar aqui às cinco da manhã? Indaguei. Não, tenho que chegar às nove da noite, disse ele, se não meu filho nunca vai ser registrado.

Aproveitei e perguntei, e aquela outra fila? Do que se trata? Informou que era para “tirar” identidade e era preciso chegar as duas da madrugada, era o único jeito de ter o documento. Despede-me pensativo e meio desanimado voltei para o resort. Logo abaixo,  a policia fazia uma blitz e detinha um homem por  não ter documentos.

Segui em frente, quando deparei com a figura mais foliã de toda a Beócia: Maria Joaquina do Amaral Pereira Góes. Tentei escapar, mas fui identificado e dirigiu-se para mim, dizendo: cara você está aqui e não me visitou! Tentei mil desculpas, até convencê-la que deveria ir para casa. Seu olhar cansado pela noite perdia na farra e bêbada, também de sono. Despediu-se e levantando os braços e os olhos para o céu, gritou: então, diga que valeu, e despencou-se no chão. Chamei um taxi e pedi que a levasse para um pronto socorro. Continuei o meu retorno.

O taxista Bernardo Gamela cruzou a avenida, mas avistando-me voltou e ofereceu carona. Não quis receber pagamento pela corrida, mas combinamos que me levaria ao Fórum para a minha audiência às oito trinta. Após a audiência, as nove e trinta, dirigi-me para o cartório do Registro Civil para conferir aquela multidão. Já não era a mesma, apenas doze senhas foram distribuídas, as demais pessoas teriam que tentar outra vez.

Ainda na porta do cartório, um ruído de helicóptero  chamou a minha atenção, lembrou-me a cena inicial de “ Apocalipse Now” . O ruído era acompanhado pelo som de “ A Cavalgada das Valquírias”  a todo volume. À distância percebi o piloto balançando a cabeça ao som da música, enquanto o passageiro levava à boca uma garrafa de champamgne francesa, cuja marca não pude distinguir. Voltei para o hotel. Pensativo, lamentei o triste destino dessa gente humilde e sofrida. Entrei às pressas, tentando disfarçar uma furtiva lágrima. Vit. Conquista, 17.07.13

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20-07-2013 | 12h10min
HOJE É DIA DO AMIGO!


Por Barbosa Nunes/Foto: Divulgação

Hoje é dia de celebrar amizade entre as pessoas. Amizade é vocábulo originário do latim “amicus”, amigo, derivado de “amoré”, amar. Segundo Carl Rogers “a amizade é aceitação de cada um como ele é”. Santificada por religiões é experiência de vital importância na vida humana.

O dia do amigo foi criado pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro, inspirado na chegado do homem à lua no dia 20 de julho de 1969. A idéia nasceu porque achou ele que a chegada à lua simbolizava a oportunidade de fazer novos amigos.

Durante um ano seguido, divulgou o lema “meu amigo é meu mestre, meu discípulo e meu companheiro”. Com o passar do tempo, a data foi sendo adotada em outros países. Brasil, Uruguai e Argentina, comemoram no dia de hoje, 20 de julho. A ONU instituiu o dia 30 de julho como “Dia Internacional da Amizade”. Também é comemorado em 18 de abril. Na verdade, amizade não tem dia, nem hora, amizade é pureza e sinceridade, embora sentimento muito definido com palavras bonitas, textos bem construídos, poesias emocionantes, às vezes carregando falsidade e interesses oportunistas, dando lugar a traição muito comum que gerou a contraditória e não entendida expressão “falsos amigos”.

O amigo é um porto de confiança, lugar de segurança. Amigo é amparo, defesa, proteção. Na expressão poética “amigos enxugam seus olhos, oferecem espontaneamente um abraço sincero, ajudam na hora e silenciam no momento. Dizem palavras doces, suaves, duras e sinceras sem poder ofensivo”.

Gosto de conversar com pessoas que me olham nos olhos. Na ida e vinda dos olhares, não nos recuamos, pelo contrário, nos completamos no falar e ouvir, na concordância e na discordância, com transparência e sensibilidade. “Amigo verdadeiro”, outra frase incorreta, dando a entender que há amigo que não é verdadeiro. Amigo é aquele que ajuda colar os cacos, juntando tudo de novo, buscando reconstruir o pulsar de uma amizade entre pessoas para que não vivam solitários, pois quem não tem amigos, vive na solidão.

Incentivo aos pais a serem estimuladores de amizades no relacionamento dos seus filhos junto aos seus colegas jovens, pois aqueles que constroem relacionamentos puros guardarão para sempre, terão convívio social respeitoso, agradável, cristão que contribuirá em suas vidas futuras.

Roberto Carlos e Erasmo Carlos, na poesia cantada por Roberto, esculpiram em pedra preciosa o que é ser “Amigo”. Dela transcrevo alguns versos:

“Você meu amigo de fé, meu irmão camarada, amigo de tantos caminhos e tantas jornadas, cabeça de homem, mas o coração de menino, aquele que está do meu lado em qualquer caminhada. Você que me diz as verdades com frases abertas, amigo você é o mais certo das horas incertas, não preciso nem dizer, tudo isso que eu lhe digo, mas é muito bom saber, que eu tenho um grande amigo”.

Ofereço-lhes neste “Dia do Amigo”, o texto perfeito no aspecto literário de um dos maiores poetas da Literatura brasileira, Vinicius de Moraes: “Se eu morrer antes de você faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.

Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei.

Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: “Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!”

Aí então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. 

Você acredita nessas coisas? Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito.

Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu... Sabe porquê? 

Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele!

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Crônica: Nildo Freitas/ Brumado Verdade. Foto: Divulgação

O resultado mediano em tese reflete as qualidades naturais do país, como grandes bacias hidrográficas, gigantesca produção de alimentos e estar localizado em uma região que não é passagem tradicional dos piores eventos climáticos, como furacões, tufões, tornados e maremotos. Se apenas isso fosse levado em conta, o Brasil estaria entre os menos vulneráveis. Porém, também são analisadas questões de infra-estrutura e urbanização, e é aí que a situação se complica.

Os históricos de décadas de crescimento desordenado das cidades deixam os brasileiros, especialmente os mais pobres, mais vulneráveis do que deveriam estar. Ocupação de encostas é um problema em diversas partes do país e a cada ano novas tragédias acontecem e faz nos lembrar da vulnerabilidade do setor. O aumento de ocupação de áreas de risco em todo país, vem crescendo consideravelmente e a miserabilidade faz aumentar a edificação de favelas em centros urbanos e até no interior.

No quesito de prontidão, são analisados a economia, os dados sociais e a administração pública. Mesmo com sua grande economia em crescimento, a sexta maior do planeta, o Brasil aparece muito mal na classificação por causa da fraca atuação do governo federal. Pouco ainda se pensa em mudanças climáticas e não se investe o suficiente em ações de adaptação, desenvolvimento e de defesa civil. Fatores como corrupção, desperdício do dinheiro público e o pequeno engajamento do setor privado, também pesam muito, deixando o país numa situação crítica em se falando de segurança e bem estar social.

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